Porque softwares não tratam Back-to-Back e processos via Trading?

Porque você tem dificuldade com softwares para gestão de processos de Back-to-Back e via tradings?
Artigo exclusivo da DigiComex-Geravalor relatando a realidade sobre indústrias que praticam Back to Back e importam via trading companies!

São Paulo, setembro de 2026 – Tem uma pergunta que não cala no mundo das importadoras e exportadoras: por que a maioria dos softwares de gestão para comércio exterior, alguns com dez, vinte ou até trinta anos de mercado, não atendem escopos de Back-to-Back e operações que indústrias realizam através de Trading Companies? Com mais de trinta anos inovando nessa indústria, posso afirmar que o problema nunca foi falta de funcionalidade e sim arquitetura e estratégia de escalabilidade de negócios!

A maior parte desses sistemas nasceu numa época em que comex era controlar DI, RE, câmbio, custo e documento. Funcionava bem porque o negócio era mais simples e mais linear, mas o problema é que o comércio exterior mudou profundamente desde 2020 na pandemia, só que boa parte dos softwares não mudaram juntos, ou seja, são os mesmos softwares planejados a décadas atrás, só que com uma interface nova por cima como se fosse uma “famosa reestilização de carros no Brasil, onde mudam as lanternas, paralamas e outros itens, mas ainda é exatamente o mesmo carro”.

Isso não acontece por acaso, mas sim porque muitos desses sistemas são monolíticos por natureza, engessados e construídos para escalar rápido e sustentar rodadas de investimento, o que empurra o esforço comercial para o marketing e para o discurso de tecnologia “consolidada no mercado”, quando na prática o que sustenta essa consolidação é o tempo de existência do produto, não a aderência real ao negócio de quem opera comex real. E aí vem o remédio de sempre, que é a customização, lembrando que a diferença entre remédio e veneno é a dose, já que customização em excesso transforma o sistema em um produto diferente para cada cliente, e cada nova exigência, seja upgrade, seja lei nova como a Reforma Tributária ou o Catálogo de Produtos da DUIMP, vira um projeto à parte em uma conta que nunca fecha, e quem paga essa conta, no fim das contas, é sempre o cliente.

Porque softwares antigos não atendem Back-to-Back sem ser via customização?

O regime de Back-to-Back costuma ser tratado no Brasil por leigos como um assunto exclusivo do financeiro e uma operação cambial que deveria se resolver facilmente, só que essa leitura é completamente descolada da realidade porque para gestão do Back-to-Back, a empresa brasileira intermedia uma importação e uma exportação sem que a mercadoria passe sequer pelo território brasileiro, isso é, com a mercadoria saindo de um país A no exterior direto para um país B, também no exterior, sem passar fisicamente pelo Brasil, mas na prática não é essa a realidade de quem precisa ter a gestão destes processos na palma da mão como uma importação direta ou por conta-e-ordem.

Ou seja, teoricamente a gestão financeira e cambial acontece aqui no Brasil e é assim que a maioria das empresas fabricantes ou consultorias implementadoras de softwares de comex enxerga estrategicamente esse cenário, mas a realidade é completamente diferente porque na verdade as empresas brasileiras que operam com Back-to-Back também fazem a gestão logística e documental, incluindo a reemissão dos documentos para apurar lucro na intermediação da compra e venda, fazendo com que esse softwares antigos e engessados não entendam que controlam, mas não podem emitir notas fiscais de importação, exportação e nem registrar suas operações no Siscomex/PUCOMEX, impactando inclusive a apuração contábil, fiscal e para rastreio e rateio de custos, além de criar reflexos nos ERPs de grandes empresas como o SAP, TOTVS, Oracle, QAD, entre outros porque eles também não entendem e não foram fabricados para essa realidade.

Mas então porque softwares antigos também não atendem os processos onde indústrias importam e exportam via trading companies sem ser via customização?

Basicamente por quase os mesmos motivos. ERPs e sistemas antigos de comex não entendem que precisam fazer a gestão logística, financeira e documental de uma importação ou exportação que é oficializada via uma nota fiscal de compra e venda no mercado nacional porque é isso que uma indústria faz quando importa ou exporta via trading companies, ou seja, toda o processo de comex, incluindo os registros no Siscomex/PUCOMEX, contratação de fretes internacionais e as despesas inerentes aos processos como por exemplo armazenagem, são assumidas pela trading e depois repassadas como uma simples venda para o real interessado que é a indústria.

Isso acontece porque a maioria dos softwares foi planejada e desenvolvida com lógica contábil, pensando em registro fiscal e documental como o centro do processo, só que as notas fiscais que circulam são de compra e venda no mercado interno, entre a indústria e a Trading, e não existe DI, DUIMP, RE ou DU-e vinculado diretamente ao CNPJ da indústria no Siscomex ou no PUCOMEX – Portal Único de Comércio Exterior.

O algoritmo que só entende declaração de importação e exportação como fato gerador do processo simplesmente não sabe onde encaixar essas operações porque ele foi desenvolvido com foco no documento aduaneiro como início e fim da história, e no modelo via trading o documento aduaneiro nem aparece no nome da indústria que realmente está importando ou exportando, resultando em planilha paralela, customização, controle manual e uma dependência enorme de relatório fora do sistema, justamente na operação que mais precisa de visibilidade em tempo real, já que o interessado final precisa ter transparência sobre o processo que está sendo administrado por um prestador de serviços terceirizado.

E a própria Trading, quem cuida dela?

E tem ainda uma terceira lacuna, que é a falta de softwares pensados de verdade para a gestão, automação e integração dos processos das próprias trading companies. Os sistemas que tentam atender esse segmento normalmente não cobrem todo o escopo de aderência necessário, porque tradings são intermediárias por natureza própria, e cada uma opera com uma estratégia própria, um mix de clientes próprio e um jeito próprio de estruturar margem, prazo e risco, fazendo com que não exista um padrão único, usado para a escalabilidade das fabricantes antigas de softwares porque nesse modelo, vendem sempre o mesmo produto, ou seja, algo muito parecido com a indústria clássica que vende sempre os mesmos carros porque fazendo sempre a mesma coisa, o custo é teoricamente estabilizado e o investimento em marketing faz as vendas aumentarem na escala planejada. 

Um exemplo clássico que isso não funciona são trading companies que implementam sistemas especializados para comex na indústria ou sistemas especializados para comissárias de despachos aduaneiros, mas pior são os ERPs famosos como o SAP, TOTVS, Oracle, entre outros porque fazer isso é forçar uma lógica nativamente contábil e industrial dentro de uma operação que na essência presta serviço, não fabrica nem estoca produto físico da mesma forma que uma indústria.

O período de 2020 até 2027 também não ajuda em nada porque tudo isso acontece em um cenário de comex que está longe de ser tranquilo. Segundo dados do ComexStat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o volume movimentado em contêineres pelos operadores de transporte internacional cresceu de forma expressiva no primeiro semestre de 2026, puxado principalmente pelas importações. Ao mesmo tempo, o frete marítimo internacional voltou a disparar, pressionado por conflitos geopolíticos, pela alta do petróleo e pela redução da capacidade das companhias marítimas. O Containerized Freight Index e o World Container Index da Drewry registraram altas de dezenas de pontos percentuais ao longo do ano, com rotas da Ásia para o Brasil chegando a custar múltiplos do valor praticado no começo de 2026. Como o frete internacional compõe o valor aduaneiro, que é a base de cálculo de boa parte dos tributos de importação, essa alta não fica só na conta de logística, ela também empurra para cima o custo tributário da operação, potencializado por causa da reforma tributária!

Agora some a isso o cronograma de desligamento da DI conduzido pela Receita Federal, com o Catálogo de Produtos da DUIMP se tornando obrigatório por NCM ao longo de 2026 e a convivência entre os dois sistemas prevista para acabar no fim do ano, e fica claro por que empresa nenhuma pode se dar ao luxo de operar comex hoje com um sistema que só entende o mundo de dez anos atrás. A OMC já alerta faz tempo em seus relatórios anuais, para o aumento da fragmentação e da incerteza no comércio internacional, o que corrobora a necessidade de tecnologia capaz de dar visibilidade de ponta a ponta, e não apenas registrar o que já aconteceu depois que aconteceu, porque aí como diz o ditado: “A Inês é morta”.

A pergunta final é simples, mas complexa: como sair desse impasse e aumentar ainda mais a eficiência da gestão dos processos de Back-to-Back e de importações e exportações feitas pelas indústrias via trading companies? A DigiComex chegou no mercado há seis anos para quebrar esse paradigma. Planejada e desenvolvida por dois executivos com trinta anos de trajetória em tecnologia para comércio exterior, com passagens marcantes pela Bergen, vendida para a Vastera em 2002, pela Softway, depois adquirida pela Thomson Reuters, e pela SONDA IT, estiveram entre os principais estrategistas, inventores, gestores, idealizadores, apresentadores e articulistas, incluindo o primeiro aplicativo de comex foi 100% homologado como Add-On oficial pela própria SAP.

A DigiComex nasceu via arquitetura de microsserviços, funcionando como peças que se encaixam conforme a necessidade de cada operação, sem depender de customização para atender cenários de Back-to-Back, operações via trading ou qualquer outra particularidade do comex, fabricada e implementada como tecnologia proprietária, 100% parametrizável para cada cliente, seja em funcionalidade, integração, conexão ou relatório, sem precisar reescrever e revalidar código para isso. É nativa em ambiente web, com gestão visual de ponta a ponta e inteligência artificial aplicada diretamente ao processo, sem nunca compartilhar informação dos clientes com IAs públicas, garantindo segurança absoluta sobre dado estratégico e sensível, além de atender às melhores práticas de compliance empresarial!

Mas mais importante do que isso, a DigiComex foi construída por especialistas em comex e tecnologia para atender todos os players dessa cadeia, não só a indústria, mas também as transportadoras, armazéns, comissárias de despachos aduaneiros, tradings, operadores logísticos e agentes de cargas, todos dentro do mesmo ecossistema de automatização, gestão e integração de global supply chain, com o comércio exterior no cerne da operação.

E você, concorda? Os softwares tradicionais de comex realmente estão preparados para Back-to-Back, para trading e para essa nova realidade do comex? Conte, comente, pergunte e compartilhe sua opinião conosco e com o mercado 🙂

www.digicomex.com

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Alexandre Gera é Diretor Executivo e um dos fundadores da DigiComex-Geravalor, com mais de 30 anos de experiência em softwares de comex, passando por Vastera (ex Bergen), Softway (atual Thomson Reuters) e Sonda IT, onde foi um dos gestores do SAP CE, primeiro ADD ON da SAP no Brasil homologado oficialmente pela fabricante alemã.

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