São Paulo, Março de 2026 – A escalada entre os EUA e o Irã com ataques militares e ameaças de fechamento do Estreito de Ormuz – uma das vias mais críticas do comércio mundial – coloca em risco não apenas o fluxo de petróleo e outras mercadorias, mas toda a arquitetura logística global, ao mesmo tempo, a crise entre EUA e Venezuela reacendem debates militares, sanções e o impacto direto sobre fronteiras, espaços aéreos e cadeias de suprimentos na América Latina e no mundo.
Para se ter uma ideia, Armadores, Agentes de Cargas, Importadores, Exportadores e outros players de comex já estão evitando ao máximo o Estreito de Ormuz por causa do conflito e não só porque um petroleiro tanker chamado Skylight com bandeira de Palau e sofrendo sanções dos EUA, foi atacado perto da costa de Omã, a cerca de 5 milhas náuticas ao norte do porto de Khasab, onde quatro tripulantes ficaram feridos e os 20 membros da tripulação [incluindo 15 indianos e 5 iranianos] foram retirados.
O espaço aéreo dos países: Irã, Israel, Iraque, Kuwait, Qatar, Bahrain, Emirados Árabes Unidos, Síria e Jordânia foi fechado, atingindo empresas como: Emirates, FlyDubai, Etihad Airways e Qatar Airways, mas também empresas com conexões com esses países, como: Lufthansa Group [Lufthansa, SWISS, Austrian, Brussels Airlines, ITA Airways, Eurowings] que suspendeu voos para destinos como Tel Aviv, Beirut, Erbil e Tehran até 7 de março, mas também a Air France/KLM, British Airways, Wizz Air, Delta Air Lines [voos Nova York–Tel Aviv suspensos], American Airlines, Air Canada, Air India, Japan Airlines e Scandinavian Airlines que suspendeu voos para Tel Aviv.
A gravidade da situação é tão complexa que segundo o canal de Economia da UOL, diversos voos que saíram do Brasil com destino à região do Oriente Médio precisaram voltar após os espaços aéreos dos destinos serem fechados por causa do conflito EUA x Irã, incluindo o voo EK262 que estava próximo da Guiné e recebeu uma mensagem de fechamento do espaço aéreo e deu meia volta, retornando para o aeroporto de Guarulhos, mas o pior? O presidente Donald Trump assume que a guerra pode levar um tempo indeterminado.
Ao contrário da Venezuela que não trouxe grandes percalços, apesar do alerta na América Latina e no Golfo do México porque os EUA capturaram o Maduro e fizeram um acordo com o regime Chavista, a situação no Oriente Médio é ainda mais complexa para a logística global por causa da necessidade de readequação rápida de rotas para que mercadorias sejam importadas e exportadas, fazendo com que importadores e exportadores brasileiros também enxerguem de forma clara e objetiva quais estratégias e decisões precisam ser realinhadas para manterem a expansão dos seus negócios.
Isso acontece porque no Estreito de Ormuz que fica situado entre Irã e Omã, são escoados aproximadamente 20% do petróleo e do gás transportados globalmente e interrupções lá, aumentam custos de frete, seguros, e necessidades de redirecionamento de cargas, além do conflito impactar rotas aéreas com os fechamentos dos espaços aéreos, fazendo com que companhias aéreas percorram rotas mais longas, com mais consumo de combustível, tempos de trânsito ampliados e necessidade de planejamento em tempo real, reforçando a necessidade de importadores, exportadores e outros players de comex adotarem tecnologias de tracking em tempo real e online como a DigiComex.
Aliás, as tecnologias se mostraram ainda mais estratégicas para empresas e profissionais que querem e precisam reordenar as peças no tabuleiro do xadrez global, porque fazendo um paralelo de interpretação entre os últimos dias e os negócios, para se ter uma ideia, os EUA usaram “drones baratos” para hackear as bases antiaérea do Irã e depois que rastrearam a geolocalização, usaram aviões invisíveis, neutralizando a tecnologia iraniana através do já conhecido Efeito Doppler!
Ou seja, só a tecnologia reduz o impacto no comex brasileiro que é relevante porque no caso da Venezuela, as exportações brasileiras somaram cerca de US$ 838,2 milhões em 2025 e para o Irã, o Brasil exportou aproximadamente US$ 2,9 bilhões de produtos em 2025 enquanto importou cerca de US$ 90,8 milhões em produtos de origem iraniana. Esses números mostram que, mesmo em meio à tensão, o Brasil mantém negociações importantes com países em crise, exigindo respostas rápidas e adaptativas por parte de importadores e exportadores.
Mas qual o real impacto no comex brasileiro? Com rotas marítimas mais longas, espaço aéreo restrito e a necessidade de contornar gargalos, vemos:
1. Aumento de custos de frete e seguros;
2. Pressão sobre portos alternativos e hubs logísticos;
3. Demandas por flexibilidade em planejamento de rotas;
4. Necessidade urgente de visibilidade em tempo real para decisões estratégicas.
Nesse cenário, planejar com base em dados históricos não é mais suficiente. O presente exige sistemas que conectem dados, operações e estratégias em tempo real.
Como blindar sua empresa nesse cenário global e imprevisível? Soluções como a DigiComex são vitais – e não apenas desejáveis – porque profissionais astutos precisam daquilo que necessitam e não daquilo que desejam, ou seja, uma plataforma tecnologicamente inovadora que permitem:
1. Tracking em tempo real – rastreamento das cargas, não importa onde estejam, atualizando mudanças de rota automaticamente;
2. Visibilidade online e acessível “24/7/365” – sem depender de relatórios estáticos ou planilhas desatualizadas;
3. Alertas antecipados de risco que possibilitam decisões antes mesmo que uma rota seja impactada por eventos geopolíticos;
4. Capacidade de replanejar rotas em segundos, reduzindo delongas operacionais e custos desnecessários.
Para transformar digitalmente a reação em proatividade – porque importar e exportar hoje em dia – envolve muito mais que preços e lead times, exige:
1. Estratégias logísticas flexíveis e adaptativas;
2. Ferramentas visuais que traduzem complexidade em ação;
3. Conexões entre dados de comércio exterior, eventos geopolíticos e decisões comerciais.
E sistemas como a www.digicomex.com oferecem exatamente isso: um hub de inteligência logística em tempo real, possibilitando aos gestores remodelar rotas, proteger seus fluxos logísticos e responder com agilidade diante de acontecimentos imprevisíveis. Essa é a lógica que separa aqueles que sobrevivem a rupturas globais daqueles que prosperam com elas porque a realidade é clara, a logística global está cada vez mais entrelaçada com eventos geopolíticos. A instabilidade no Estreito de Ormuz, tensões na América Latina e pressões comerciais exigem que importadores e exportadores brasileiros:
1. Entendam o ambiente global em tempo real;
2. Possuam ferramentas que transformem dados em decisões exatas e rápidas;
3. Não dependam de métodos reativos em um mundo VUCA, ou seja, em constante e rápida mutação.
A boa notícia e dica de ouro? A tecnologia já permite isso – basta adotá-la estrategicamente. Se você quer que sua operação logística seja resiliente, flexível e orientada por dados, essa é a nova fronteira da competitividade para a Nova Ordem de Global Supply Chain ou o que também poderíamos chamar de Guerra Fria com o poderio atômico exponenciado, transformando os antigos jogos de tabuleiro como o War I em War II – podendo virar o War da trilogia Star Wars!
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[*] Alexandre Gera é Diretor-Executivo e um dos Fundadores da DigiComex. O executivo conta com mais de 30 anos de experiência no segmento de softwares de comex, incluindo passagens marcantes pela Vastera [ex Bergen], Softway [atual Thomson Reuters] e Sonda IT como um dos Gestores do aplicativo SAP-CE, 1o ADD-ON da SAP no Brasil e 1o Software de Comex homologado oficialmente pela Fabricante Alemã de ERPs.
