Internet com mais riscos, custos e tempo com a guerra entre EUA, Israel e Irã?

Porque o impacto global é e pode ser ainda mais relevante para o comex depois dos ataques do Irã em data centers?
Artigo exclusivo aqui no blog da DigiComex-Geravalor sobre como os ataques do Irão em data centers podem prejudicar a internet, apuração de dados, mas principalmente a movimentação física de mercadorias e insumos importados e exportados

São Paulo, Abril de 2026 – A guerra entre EUA, Israel e Irã chegou no mundo digital aumentando riscos, e não estamos falando dos embates digitais com posts em redes sociais com opiniões próprias, mas sim, dos ataques que o Irã tem feito em data centers nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein com drones que não envolve somente os acessos aos dados desses países, mas também afeta seus clientes ao redor do mundo e o próprio comex em si, com alta relevância sobre o transporte físico de mercadorias, insumos, entre outros materiais, porque afinal de contas toda a negociação que resulta nas importações e exportações são realizadas através de meio digital. Ninguém usa mais papel!

Os ataques iranianos em 1º de março de 2026 atingiram data centers da AWS nos Emirados Árabes Unidos e Bahrein com danos físicos, falhas de energia e indisponibilidade de zonas inteiras de cloud, incluindo acessos à bancos de dados e APIs que ficaram indisponíveis, criando um risco iminente para as negociações de mercadorias com esses países porque podem ter problemas até com acessos e emails, prejudicando as comunicações, já que a internet depende de dois pilares que são os cabos submarinos para envio e recepção de dados e os data centers/cloud usados para processamento, armazenamento e roteamento dos dados.

Mas por que isso derruba a internet mesmo com cabos intactos? Datas centers são como um “cérebro” da internet, ou seja, mesmo com o cabo funcionando, se o servidor cair, sites não respondem, sistemas falham e APIs param. É possível entender melhor com uma analogia simples: é como se os cabos fossem uma estrada e os data centers são o destino (empresa, sistema, banco), então se o destino “explode”, a estrada não adianta. Segundo fontes, as interrupções atingiram bancos, apps de mobilidade (ex: Careem) e serviços financeiros!

O impacto global é e pode ser ainda mais relevante – e prejudicial ao mundo dos negócios e de comex – porque aproximadamente 95% a 99% do tráfego internacional de dados passa por cabos submarinos e na região do Golfo / Mar Vermelho esses cabos são a principal rota entre Europa-Ásia, Índia-Oriente Médio e África-Ásia e mesmo sem cortar cabos, atacar data centers em hubs estratégicos significa “estrangular o tráfego” e o Golfo é tão crítico digitalmente nos dias de hoje porque a região virou um hub global de dados por 3 motivos: 

1. Geografia: É um Ponto central entre Europa, Ásia e África;

2. Cabos são estratégicos porque sistemas como: 2Africa e Gulf cables conectam bilhões de usuários;

3. Infraestrutura cloud em expansão: AWS, Microsoft e Google investiram pesado nessa região com foco em AI, fintechs e logística.

Para se ter uma ideia do risco dessa guerra físico-digital, bancos dos EUA já estão em alerta para ataques cibernéticos, ou seja, não estamos falando só da interrupção de internet e sim da interrupção de operação global!

Os ataques em data centers de 1º de março de 2026 reforçaram o risco de um apagão digital logístico, escalando a guerra para um outro nível porque se antes o

gargalo era físico (porto, canal, guerra naval), agora o gargalo também é digital (datacenter, cloud e APIs), “estrangulando comunicações e informações vitais para o transporte de mercadorias” porque impacta diretamente a documentação trocada entre importadores e exportadores para efetuarem suas movimentações logísticas e pagamentos.

Algumas seguradoras já começam a tratar isso como “risco de guerra digital” ou “cyber war risk”, criando um cenário de um aumento ainda maior de custos com prêmios mais caros, exclusões contratuais e exigência de redundância digital, fazendo com que as empresas envolvidas diretamente e indiretamente com o comex, enfrentem atrasos, multas e perda de janelas de embarques.

O efeito dominó na global supply chain é brutal quando prejudica cloud e logística porque atingem fábricas, transporte, aduanas e o destino final das mercadorias, dificultando a previsibilidade e comprometendo estoques “Just-in-Time”, potencializando uma inflação logística, uma possível ruptura de supply chain e um aumento de lead time, fazendo com que todos os players revisem seus prazos, principalmente para não afetarem as indústrias importadoras e exportadoras, então se você atua com comex a agenda urgente agora é: resiliência digital, processos para contingência estruturada, testes de acessos à dados, governança de dados, versionamento de documentos e sistemas modernos como a DigiComex para apoiar essa nova fase do comércio internacional, permitindo que as empresas que usam a plataforma, mantenham suas operações rodando intactas porque a guerra saiu do território físico e entrou na infraestrutura que faz o comércio existir.

Se antes o risco era porto fechado e canal bloqueado, agora são datacenters atacados paralisando o comércio, indústrias e prestadores de serviços!

www.digicomex.com

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[*] Alexandre Gera é Diretor-Executivo e um dos Fundadores da DigiComex. O executivo conta com mais de 30 anos de experiência no segmento de softwares de comex, incluindo passagens marcantes pela Vastera [ex Bergen], Softway [atual Thomson Reuters] e Sonda IT como um dos Gestores do aplicativo SAP-CE, 1o ADD-ON da SAP no Brasil e 1o Software de Comex homologado oficialmente pela Fabricante Alemã de ERPs.

FONTES: https://asiatimes.com/

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