São Paulo, 24 de Junho de 2026 – As últimas semanas reafirmaram uma questão que vai muito além da geopolítica porque enquanto Irã, Israel, EUA e Hezbollah alternam anúncios de cessar-fogo, acusações de violações, negociações diplomáticas e demonstrações de força militar, a pergunta é: por que contratos, acordos e compromissos formalmente e verbalmente assumidos deixam de ser respeitados?
Em 23 de junho de 2026, o cenário internacional continua marcado por uma trégua considerada frágil pelos principais observadores políticos e econômicos do mundo. De um lado, EUA e Irã mantêm negociações diplomáticas para transformar um acordo provisório em duradouro. De outro, Israel continua acusando o Hezbollah de violações recorrentes do cessar-fogo, enquanto representantes ligados ao grupo terrorista libanês classificam os avanços diplomáticos recentes como uma vitória estratégica para o eixo liderado pelo Irã. Fontes como Reuters, Deutsche Welle, Agência Brasil, Financial Times e Bloomberg concordam que houve uma redução do risco imediato de escalada militar, mas que não existem garantias concretas de estabilidade permanente na região.
A realidade é que contratos, acordos e tratados internacionais não possuem valor próprio, ou seja, o cumprimento depende da disposição humana em honrar compromissos mesmo quando as circunstâncias mudam e é aí que a psicologia explica o que está acontecendo no mundo e com todo mundo. Conectando o que está acontecendo com o comportamento humano, incluindo a oscilação na trégua entre Irã, Israel e EUA e em muitas outras situações, é possível aprender com os profissionais mais influentes da psicanálise como:
Freud (o Austríaco, Sigmund Freud) defendia que o comportamento humano é permanentemente influenciado pelo conflito entre impulsos imediatos e normas sociais. Sob essa perspectiva, um acordo firmado hoje pode deixar de ser interessante amanhã caso os interesses, os riscos ou as oportunidades percebidas sofram alterações. Em outras palavras, a assinatura de um contrato representa uma fotografia de determinado momento, mas não elimina os desejos, receios e ambições futuras dos envolvidos.
Já Jung (o Suíço, Carl Gustav Jung) complementa essa análise ao propor o conceito da “sombra”, entendido como o conjunto de características que indivíduos e instituições preferem não reconhecer em si mesmos. Governos frequentemente projetam imagens de cooperação, estabilidade e compromisso diplomático, mas continuam preservando estratégias paralelas de defesa, retaliação e pressão política, isso é, quando o ambiente se torna ainda mais hostil, esses elementos ocultos emergem e influenciam decisões que contradizem discursos e combinados anteriores.
Enquanto isso, Lacan (o Francês, Jacques Lacan,) oferece outra interpretação relevante ao afirmar que o desejo humano é estruturalmente insaciável. Aplicado às relações internacionais, isso significa que concessões obtidas em uma negociação raramente encerram completamente os conflitos de interesse. O que parecia suficiente em determinado momento deixa de ser adequado quando novas condições surgem. A consequência é a constante renegociação de limites, direitos e obrigações, mesmo após acordos aparentemente definitivos.
Adicionalmente, Winnicott (o Inglês, Donald Woods Winnicott) argumentava que relações saudáveis dependem fundamentalmente da construção gradual de confiança. Sob essa ótica, o combinado entre Irã, Israel e EUA não está apenas nos termos dos acordos assinados, mas no histórico acumulado de décadas de desconfiança mútua, quando nenhuma das partes acredita que a outra cumprirá sua palavra, fazendo com que qualquer incidente seja interpretado como potencial ameaça, aumentando a fragilidade dos compromissos assinados.
Talvez a explicação mais pragmática seja de Skinner (o Norte-Americano Burrhus Frederic Skinner ou B. F. Skinner) com a teoria do condicionamento operante, onde comportamentos tendem a se repetir quando produzem recompensas superiores às punições associadas. Resumindo: indivíduos, empresas ou governos tornam-se mais propensos a descumprir acordos quando percebem que os benefícios superam os riscos. É nesse contexto que surge uma das discussões mais relevantes da sociedade contemporânea: a percepção de impunidade.
Quando as consequências pelo descumprimento de compromissos são reduzidas ou inexistentes, o valor da palavra desaparece! Esse fenômeno não está restrito à geopolítica porque também pode ser observado em contratos empresariais, relações comerciais, disputas judiciais, acordos políticos e até mesmo em relações pessoais, fazendo com que a erosão da confiança torne-se um efeito colateral inevitável.
Essa discussão ganha ainda mais relevância quando analisamos o impacto econômico da atual crise no Oriente Médio. O principal foco de preocupação dos mercados internacionais não está apenas no cessar-fogo em si, mas na estabilidade do Estreito de Ormuz, corredor marítimo responsável pela movimentação de aproximadamente 20% do petróleo consumido mundialmente e parcela semelhante do comércio global de gás natural liquefeito, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA) e da Administração de Informação Energética dos Estados Unidos (EIA).
Nesse contexto, é importante compreender uma distinção frequentemente ignorada. Diferentemente do Canal do Panamá ou do Canal de Suez, que são estruturas artificiais administradas por autoridades específicas e cuja cobrança de “pedágio” é juridicamente reconhecida – até por causa do Retorno do Investimento – ROI, o Estreito de Ormuz constitui uma passagem natural sujeita aos princípios da livre navegação internacional previstos na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS). Por essa razão, não existe atualmente quaisquer mecanismos oficiais ou reconhecidos internacionalmente para cobrança direta de “pedágio” sobre embarcações que transitam pela região.
Resumindo de uma forma muito simples, o acordo “global no fio do bigode” consiste em: o que “Deus criou, não pode ser cobrado, mas se foi o humano que criou”, pode cobrar “pedágio”, apesar também de quê, no caso do Estreito de Ormuz, o Irã reivindica que os “valores arrecadados nesta nova fase de cobrança de pedágio” serve para reconstruir a estrutura do país depois do início da guerra.
Ainda assim, o mercado passou a utilizar informalmente a expressão “pedágio de Ormuz”. Isso ocorre porque, mesmo sem cobrança formal, a instabilidade geopolítica produz efeitos econômicos semelhantes. Seguros marítimos aumentam, custos de escolta militar crescem, inspeções adicionais tornam-se frequentes e atrasos operacionais elevam significativamente os custos logísticos. Na prática, o resultado financeiro para armadores, importadores e exportadores se aproxima do efeito de uma tarifa adicional sobre a navegação.
As consequências desse cenário vão muito além do setor energético. Quando o petróleo sobe, toda a cadeia global de suprimentos é impactada. O combustível marítimo utilizado pelos navios torna-se mais caro, os fretes internacionais aumentam, os custos de transporte terrestre são pressionados e diversos insumos industriais também aumentam de preço. Entre os setores mais afetados estão a petroquímica, a indústria automotiva, o agronegócio, a produção de embalagens e a fabricação de bens de consumo.
Muitas vezes o consumidor associa petróleo apenas aos combustíveis. Entretanto, uma parcela significativa dos produtos utilizados diariamente depende diretamente de derivados petroquímicos. Resinas como polietileno, polipropileno, PVC, PET e ABS estão presentes em embalagens, equipamentos eletrônicos, eletrodomésticos, dispositivos médicos, autopeças e inúmeros componentes industriais. Segundo estudos da Agência Internacional de Energia, do Fundo Monetário Internacional (IMF) e de análises publicadas por Bloomberg, Reuters e Financial Times, aumentos sustentados no preço do petróleo costumam ser transferidos para a indústria com defasagem média entre trinta e cento e vinte dias.
Empresas que implementam tecnologias como a DigiComex reduzem ou eliminam esses ruídos e palpites, entre outros problemas que ocasionam atrasos em fábricas que dependem de importações e exportações, além de auxiliar players do ecossistema de comex como comissárias de despachos aduaneiros, agentes de cargas, operadores logísticos, armadores, armazéns e até mesmo transportadoras que podem ter 100% de exatidão nos seus negócios, criando previsibilidade diante de tantas incertezas com tracking com uso de inteligência artificial e automatização de processos que antes eram manuais ou dependem de planilhas de controles paralelos e customizações – que aumentam custos, tempo e prejudicam a visão clara para as decisões que precisam ser tomadas cada vez mais rápidas, inclusive para as equipes de TI!
Para se ter uma ideia, as previsões de analistas internacionais indicam que o cenário mais provável para o segundo semestre de 2026 é a continuidade de uma trégua imperfeita, acompanhada pela permanência da navegação em Ormuz sob monitoramento reforçado e por custos logísticos superiores às médias históricas. Ainda assim, permanece o risco de incidentes localizados que possam gerar interrupções temporárias no fluxo marítimo, pressionando novamente o preço do petróleo, dos fretes internacionais e dos produtos industrializados, ou seja, só a IA da DigiComex parametrizada de acordo com as regras, estratégias e fontes de dados exclusivas de cada empresa pode resolver isso, afinal de contas, cada cabeça tem uma visão de gestão.
E quando observarmos a crise sob uma perspectiva mais ampla: a discussão transcende fronteiras, ideologias e interesses econômicos. O que está em jogo não é apenas o cumprimento de um acordo entre governos, mas sim uma questão humana, organizacional e institucional que cognitivamente pode ser conectada com os pensamentos de Freud que apontaria os impulsos. Jung destacaria a sombra. Lacan falaria do desejo permanente, Winnicott lembraria da ausência de confiança e é claro, Skinner chamaria atenção para os incentivos e consequências.
Talvez todos tenham razão porque, no fim, os contratos não são respeitados apenas porque foram assinados. Eles são respeitados quando indivíduos, empresas e nações entendem que a credibilidade construída ao longo dos anos vale mais do que qualquer vantagem obtida no curto e médio prazo, corroborando a implementação de soluções avançadas, conectáveis, visuais e realmente inovadoras – com inteligência artificial parametrizada de acordo com as necessidades de cada Cliente e projetos Fast-Track com Quick Wins comprovados em ROIs matemáticos – como a DigiComex que reduz custos, tempo, riscos, ruídos, previsões entre importadores e exportadores quando também estão conectados com seus Clientes, Fornecedores e Prestadores de Serviços como comissárias de despachos aduaneiros, agentes de cargas, operadores logísticos, armadores, armazéns e transportadoras!
Embarque no futuro da IA para comex com uma tecnologia de ponta fabricada por executivos que são pioneiros há 3 décadas com comex-tech acessando www.digicomex.com
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[*] Alexandre Gera é Diretor-Executivo e um dos Fundadores da DigiComex-Geravalor. O executivo conta com mais de 30 anos de experiência no segmento de softwares de comex, incluindo passagens marcantes pela Vastera [ex Bergen], Softway [atual Thomson Reuters] e Sonda IT como um dos Gestores do aplicativo SAP-CE, 1o ADD-ON da SAP no Brasil e 1o Software de Comex homologado oficialmente pela Fabricante Alemã de ERPs.
FONTES: Fontes: Reuters, Bloomberg, Financial Times, Agência Brasil, Deutsche Welle, UOL, International Monetary Fund (IMF), International Energy Agency (IEA), U.S. Energy Information Administration (EIA), ONU, International Maritime Organization (IMO), WTO, MDIC e Comex Stat, acessados em 23 de junho de 2026!
