Tem comex nas eleições?

As eleições atingem o comex? É claro que sim, no Brasil em 2026 para presidente, governadores e deputados, refletindo em novas políticas que atingem diretamente o comex, mas também no mundo como acompanhamos com as guerras físicas, tarifárias e a alta do petróleo e dos fretes internacionais e nacionais!
Saiba o que fazer diante desse céu nublado pelas eleições, reforma tributária, nova lei do catálogo de produtos da DUIMP, falta de integração entre sistemas antigos usados pelas empresas, projetos caros, customizações, planilhas de controles paralelos e falta de informação em tempo real para tomar decisões ainda mais rápidas e exatas diante de tantas mudanças que acontecem o tempo todo!

São Paulo, Setembro de 2026 – Tem comex nas eleições? Essa é a questão que ninguém quer perguntar, muito menos responder por causa da polarização política nacional e até mesmo global, mas neste artigo exclusivo da DigiComex-Geravalor, vamos responder essa pergunta sem polarizar, ou seja, abordando dúvidas e respostas de forma técnica, imparcial e apartidária para explicar como as eleições, sejam elas aqui no Brasil como estamos vivendo em 2026 ou em outros países com relações comerciais, internacionais e diplomáticas com o Brasil.

Bom, respondendo a pergunta que é título deste artigo: Sim, tem comex nas eleições! Eleições como as que vivemos no Brasil e novamente temos esse ano para eleger Presidente, Governadores e Deputados influenciam diretamente no universo de comércio exterior e consequentemente nos negócios porque leis são alteradas, criadas, descontinuadas e isso pode por exemplo, ser refletido nos preços de produtos importados que são usados como insumos para as indústrias do mercado nacional, bem como pode influenciar em importações mais simples como a agora conhecida “taxa da blusinhas”.

A “taxa das blusinhas” tem esse nome porque representa aquela pequena compra na Shopee, Shein ou AliExpress e virou uma disputa de bilhões entre arrecadação, varejo, indústria brasileira e gigantes globais do comércio eletrônico. Os números da própria Receita Federal dizem que somente em junho de 2026, o Brasil recebeu 28,36 milhões de remessas internacionais, das quais 97,7% passaram pelo Remessa Conforme, movimentando aproximadamente R$ 2,6 bilhões, valor 118% superior ao mesmo mês de 2025. Mas o principal ponto é que enquanto o volume aumenta, o governo abriu mão do Imposto de Importação de 20% para compras de até US$ 50 e a nova legislação sancionada em setembro de 2026 zerou essa cobrança, mantendo o ICMS estadual. Segundo a Fazenda, essa mudança representa uma renúncia de R$ 1,94 bilhão em 2026, R$ 3,54 bilhões em 2027 e R$ 4,24 bilhões em 2028, quase R$ 10 bilhões em três anos. No fim, a pergunta não é mais quanto custa uma “blusinha”, mas quanto a economia brasileira está disposta a pagar para manter barato o consumo importado enquanto tenta proteger indústria, varejo, empregos e arrecadação dentro do país?

Outro ponto importante para entender o comex nas eleições são as taxas dos EUA que atingem exportadores brasileiros porque como a mercadoria do Brasil paga mais imposto para entrar nos EUA, o preço final dela para o consumidor fica mais caro, reduzindo as vendas e consequentemente as exportações de indústrias brasileiras, mas mundialmente falando o problema não pára por aí, afinal de contas os conflitos no Oriente Médio também viraram um problema de comex com o Brent atingindo US$ 109,74 por barril em 14 de setembro, pressionando fretes marítimos, aéreos e rodoviários e, consequentemente, o custo das mercadorias no Brasil. O próprio Governo Federal reconheceu o choque: mais de 25% do diesel consumido no país é importado e, em setembro, reduziu tributos e autorizou R$ 1 por litro de subsídio ao diesel para conter o impacto.

As eleições para governadores também tem uma importância bastante relevante no “comex nas eleições” porque a famosa guerra fiscal entre Estados e os benefícios oferecidos às tradings agora encontram um novo ambiente tributário: 81% das operações de importação já haviam migrado para a DUIMP em junho de 2026, enquanto o Portal Único trabalha com quase 30 mil atributos de produtos; e a DUIMP já apresenta a simulação de CBS, IBS estadual e IBS municipal – lembrando que o Imposto de Importação continuará existindo – embora sem recolhimento em 2026. Nesse cenário, NCM, atributos, cClassTrib e benefício fiscal deixam de ser apenas dados cadastrais e passam a interferir diretamente na formação do custo e, consequentemente, no preço final do produto importado no Brasil e é claro, no caso das indústrias que importam insumos, também influenciando o preço final dos produtos para os consumidores brasileiros.

Todos esses fatores fazem com que a pergunta: “Tem comex nas eleições?” seja confirmada como SIM, mas amplia a complexidade para outras perguntas, tais como: mas e o lucro? E os custos finais? E o split payment? Vai ser ainda mais difícil apurar custos por SKU? Sistemas de comércio exterior e ERPs vão ser impactados? Compliance? Jurídico? Contábil? Fiscal? 

Essa é a maior mudança na apuração de impostos na história do Brasil e todos esses pontos serão afetados, incluindo reflexos diretos e indiretos em todas as empresas e nos consumidores, ou seja, em CNPJs e CPFs! Não basta questionar quanto se paga de imposto atualmente e quanto será depois da reforma tributária porque ela está sendo implementada de forma gradativa, então sua empresa terá que ter todo o histórico durante essa migração e ao mesmo tempo tratar leis novas que estão diretamente ligadas ao comex como o catálogo de produtos da DUIMP, onde empresas são obrigadas a manter cadastros completamente saneados, íntegros e alinhados entre seus sistemas, documentos, processos e os sistemas governamentais em relação aos produtos, as NCMs, taxas de impostos, históricos de cálculos, entre outros dados.

Então a nova Era do comex não é só sobre guerras e novas leis que mudam de acordo com os governantes e o reflexo que as eleições deles têm, mas elas estão completamente integradas com todas as tecnologias: das empresa que usam e das empresas que ainda não adotaram sistemas, mas principalmente e mais importante, do governo, independente de quem vença porque estão e continuarão focados em apurações digitais, fazendo com que os dados dos negócios enviados pelas empresas sejam processados e agora potencializados pela inteligência artificial, fazendo com que empresas de todas as áreas do comércio exterior sejam obrigadas a adotarem soluções flexíveis, rápidas e com escalabilidade real com projetos Fast-Track, Quick-Wins e que também tenham investimentos com ROIs para atender às novas obrigações legais enquanto reduzem custos, riscos e tempo como a DigiComex faz!

www.digicomex.com

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Alexandre Gera é Diretor Executivo e um dos fundadores da DigiComex-Geravalor, com mais de 30 anos de experiência em softwares de comex, passando por Vastera (ex Bergen), Softway (atual Thomson Reuters) e Sonda IT, onde foi um dos gestores do SAP CE, primeiro ADD ON da SAP no Brasil homologado oficialmente pela fabricante alemã.

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