Como foi a Intermodal 2026?

Como foi a Intermodal 202¨?
Artigo escrito pelo diretor executivo da DigiComex-Geravalor, Alexandre Gera que foi convidado pela Softrack para participar e falar sobre como foi a Intermodal 2026

São Paulo, Abril de 2026 – A Intermodal South America 2026 não foi apenas mais uma edição de feira. Foi, na prática, um termômetro claro – e às vezes incômodo – do momento que o Brasil e o mundo vivem na logística, no comex e na infraestrutura. E quem esteve presente no Distrito Anhembi, em São Paulo, entre os dias 14 e 16 de abril, percebeu rapidamente que não se tratava só de inovação, tecnologia ou networking. Era sobre direção e estratégia. 

Nosso diretor executivo Alexandre Gera esteve na Intermodal à convite da Softrack e relata abaixo sua percepção sobre o evento mais importante do ano para quem é de comex:

A 30ª edição da Intermodal carrega um peso simbólico importante com três décadas acompanhando – e muitas vezes antecipando – movimentos estruturais da economia brasileira e global. Ao longo desse tempo, o evento deixou de ser apenas uma feira para se consolidar como o principal ponto de encontro da cadeia logística da América Latina, reunindo operadores, embarcadores, armadores, agentes de carga, autoridades públicas e empresas de tecnologia em um mesmo ambiente. 

Mas 2026 teve um diferencial claro: o sentimento de transição. Não é exagero dizer que a Intermodal deste ano refletiu um setor pressionado por três forças simultâneas – geopolítica instável, transformação digital acelerada e uma cobrança crescente por eficiência e sustentabilidade. E isso apareceu em praticamente todos os corredores, estandes e debates.

Logo na entrada, o visitante já percebia que a logística deixou de ser coadjuvante. Equipamentos de alta performance, soluções de automação e plataformas baseadas em dados não estavam ali como promessa futura – estavam sendo comercializadas, testadas e, principalmente, integradas, além dos tradicionais caminhões e outras máquinas usadas nas operações de importação e exportação como guindastes, entre outros. Todos bastante focados no futuro e com muita tecnologia embarcada.

A mensagem foi “um soco no estômago da alma”: quem ainda trata logística como custo, já ficou para trás. Ao caminhar pela feira, ficava evidente a maturidade do conceito de cadeia integrada porque não se fala mais em transporte rodoviário, marítimo ou aéreo de forma isolada e sim orquestração – conectar modais, reduzir atritos operacionais e transformar dados em vantagem competitiva como a DigiComex faz. 

A Intermodal continua sendo, como sempre, um evento que abrange toda a cadeia “de ponta a ponta”, mas agora com uma camada adicional: inteligência tecnológica aplicada e isso tem tudo a ver com o momento atual do comex brasileiro porque o país ainda enfrenta gargalos estruturais históricos – portos com limitações, dependência rodoviária, custos elevados, aumento do diesel – mas, ao mesmo tempo, começa a avançar em digitalização, integração de sistemas e uso de tecnologia e a feira deixou claro que existe um movimento real de modernização, embora ainda desigual, mas o principal ponto é que a discussão deixou de ser técnica e passou a ser estratégica.

Não se trata mais de “qual tecnologia adotar”, mas de “como sobreviver e crescer em um ambiente cada vez mais complexo”. Debates sobre geopolítica, nova ordem econômica e o papel do Brasil no comércio global mostram que a logística passou a ocupar um espaço central na agenda de negócios.

Outro destaque importante da edição foi o foco em capacitação e experiência prática. Iniciativas como simuladores, treinamentos imersivos e projetos voltados à intralogística mostram que o setor começa a olhar com mais seriedade para o fator humano – algo crítico em um cenário onde a tecnologia avança mais rápido do que a qualificação da mão de obra. 

Esse talvez seja um dos maiores paradoxos da Intermodal 2026: tecnologia disponível, mas ainda sem escala de pessoas preparadas para operá-la plenamente e é aqui onde a DigiComex também destaca suas funcionalidades intuitivas, visuais, automatizadas e prontas para o futuro porque ao mesmo tempo, a feira reforçou algo que já vinha sendo percebido nos últimos anos: a logística virou um dos principais vetores de competitividade das empresas. Não é mais diferencial – é condição de sobrevivência.

Com mais de 500 expositores e participantes de dezenas de países, o evento reafirma sua posição como uma das maiores vitrines globais do setor, funcionando como um verdadeiro hub de negócios, tendências e decisões estratégicas. 

Mas talvez o ponto mais importante não esteja nos números, e sim na leitura de cenário, onde a Intermodal 2026 mostrou um setor mais tecnológico, mais integrado e mais relevante – porém também mais pressionado, mais complexo e menos tolerante a erros, refletindo em implicações diretas para empresas brasileiras porque quem conseguir transformar dados em decisão, integrar sua cadeia logística e reduzir ineficiências operacionais tende a ganhar espaço, já quem continuar operando de forma fragmentada, reativa e pouco digitalizada, inevitavelmente ficará para trás.

No fim do dia, a Intermodal não é apenas uma feira. É um espelho e em 2026, esse espelho refletiu um recado claro: a logística deixou de ser bastidor e passou a ser protagonista – não só no comércio exterior, mas na estratégia de crescimento de qualquer empresa que queira competir de verdade.

www.digicomex.com

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[*] Alexandre Gera foi à Intermodal convidado pela Softrack e é Diretor-Executivo e um dos Fundadores da DigiComex. O executivo conta com mais de 30 anos de experiência no segmento de softwares de comex, incluindo passagens marcantes pela Vastera [ex Bergen], Softway [atual Thomson Reuters] e Sonda IT como um dos Gestores do aplicativo SAP-CE, 1o ADD-ON da SAP no Brasil e 1o Software de Comex homologado oficialmente pela Fabricante Alemã de ERPs.

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