Por que softwares de Comex têm tantas customizações?

Saiba porque você não precisa de customizações em softwares!
Artigo escrito exclusivamente pela DigiComex-Geravalor sobre o problema atual e futuro das customizações dos softwares de comex!

São Paulo, Agosto de 2026 – Customização é a adaptação de um software para fazer aquilo que não estava previsto originalmente em sua arquitetura, mas o problema só aparece quando um ERP generalista, criado décadas atrás para contabilidade, finanças ou gestão empresarial, precisa ser sucessivamente adaptado para indústria, varejo, serviços e, finalmente, para as particularidades do Comércio Exterior.

É aí que o barato sai caro porque uma customização de R$ 100 mil pode parecer perfeitamente justificável na implantação, mas quando chegam novas leis, nova integrações, mudanças de processos em upgrade do ERP, aquela mesma customização precisa ser revisada, retestada e rehomologada. R$ 100 mil podem virar R$ 200 mil, R$ 300 mil ou muito mais ao longo do tempo, já que quanto maior a dependência de código específico, maior tende a ser o custo e o tempo de cada necessidade.

No SAP, isso é conhecido pelos famosos programas Z. Eles permitem adaptar o sistema às necessidades específicas da empresa, mas também aumentam a responsabilidade de manutenção e evolução, fazendo com que o problema não seja o SAP e sim transformar um ERP planejado iniciado para gestão contábil, assim como o TOTVS em um software especializado por meio de sucessivas customizações ou até módulos homologados pelas fabricantes, mas que mantém os mesmos problemas de customizações e atualizações que são necessárias diante do cenário atual das negociações internacionais.

O segmento de comex é ainda mais difícil por causa disso, porque por exemplo, a Receita Federal determina que o Catálogo de Produtos da DUIMP seja vinculado ao CNPJ raiz e administrado pelo próprio importador, a Reforma Tributária aumentou a complexidade: desde 1º de janeiro de 2026 existem novas obrigações relacionadas a CBS e IBS e novos requisitos para documentos fiscais eletrônicos.

Apesar de não existir uma estatística oficial dizendo quanto as empresas brasileiras gastam especificamente com customizações de softwares de Comex, é sabido que o mercado brasileiro de TI movimentou US$ 67,8 bilhões em 2025, crescimento de 18,5% sobre 2024, segundo ABES e IDC.

Enquanto isso, a transformação tecnológica continua avançando. A pesquisa TIC Empresas, do Cetic.br, mostrou que a utilização de Inteligência Artificial nas empresas brasileiras passou de 13% para 17% entre 2024 e 2025. Nas grandes empresas, saltou de 38% para 50%, criando uma pergunta ainda mais importante do que “quanto custa a customização?

A pergunta real é: quanto custa continuar dependendo dela? Quanto custa cada nova lei? Cada upgrade? Cada integração? Cada novo projeto? Cada consultor (que normalmente não entende de comex e piora a situação)? Cada mês de atraso? E quanto custa não conseguir implantar rapidamente IA, tracking em tempo real, automação documental e apuração automática dos custos por SKU porque o sistema existente está excessivamente customizado?

É por isso que softwares “de prateleira” ou “prontos para uso” escondem um custo invisível que parece sanar um desafio hoje, mas aumentam os custos no futuro a médio prazo. Isso acontece porque depois da implementação, tornam-se caros por causa da dependência de customizações, consultorias intermediárias entre os fabricantes com profissionais que não entendem de comex e manutenção contínua.

Também é preciso cuidado com a atual promessa de “IA mágica” no Comex. ChatGPT, Gemini e Claude são tecnologias extremamente poderosas, mas IA empresarial precisa de arquitetura, segurança, governança, controle de acesso e dados corretamente estruturados. Não basta colocar um chatbot sobre um problema complexo e chamar isso de inteligência, além é claro de empresas que estão vendendo IAs que são somente camadas de integração com esses grandes players, expondo publicamente dados e estratégias exclusivas das empresas.

Todos esses desafios desnecessários para quem precisa implementar tecnologias específicas de comex por causa das guerras físicas, tarifárias, novas obrigatoriedades legais, tributárias e tecnológicas como as IAs e o desafio de escalar sem gastar o dobro com investimento em projetos, não existem com a DigiComex e a DigiDocuments, justamente por causa do planejamento e desenvolvimento especializado e focado em atender um cenário futuro praticamente imprevisível e com empresas correndo de forma inteligente atrás de redução de custos, riscos e tempo, inclusive com os projetos de TI, mas também entrega arquitetura flexível, integração com ERPs, sistemas Legados e quaisquer outras fontes de dados com projetos Fast Track, Quick Wins e ROIs corroborados matematicamente em investimentos do tipo CAPEX + OPEX ou somente OPEX (SaaS). 

O objetivo é simples: sem customização, menos dependência, menos planilhas e mais controle sobre documentos, processos, tracking e custos porque no comex, tecnologia realmente inovadora não é a que precisa ser reconstruída para funcionar, é a que já entende o negócio e consegue evoluir junto com ele com foco no mesmo futuro!

www.digicomex.com

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[*] Alexandre Gera é Diretor-Executivo e um dos Fundadores da DigiComex-Geravalor. O executivo conta com mais de 30 anos de experiência no segmento de softwares de comex, incluindo passagens marcantes pela Vastera [ex Bergen], Softway [atual Thomson Reuters] e Sonda IT como um dos Gestores do aplicativo SAP-CE, 1o ADD-ON da SAP no Brasil e 1o Software de Comex homologado oficialmente pela Fabricante Alemã de ERPs.

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